
O presidente da Polônia, Andrzej Duda, sancionou uma lei que vai tornar mais difícil para judeus recuperarem as propriedades que suas famílias perderam durante e pouco depois da Segunda Guerra Mundial.
Israel afirmou que a nova lei é anti-semita e retirou seu enviado diplomático de Varsóvia, a capital da Polônia, por causa da legislação.
A lei é relativa a propriedades roubadas por nazistas alemães e depois, após o fim da guerra, confiscadas pelo governo da Polônia, que à época era comunista.
A legislação cria um limite de 30 anos para reivindicações dessas propriedades. Mas como a maioria dos confiscos pelo governo aconteceram logo após a guerra – que terminou em 1945 – grande parte das demandas terão expirado.
O governo polonês diz que a mudança vai dar fim a um período de “caos jurídico”, mas o governo de Israel reagiu.
“A Polônia aprovou hoje – e não é a primeira vez – uma lei imoral e anti-semita”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Israel, Yair Lapid, em um comunicado.
Lapid disse ainda que recomendou ao embaixador da Polônia em Israel que permanecesse na Polônia durante suas férias.
“Ele deve usar o tempo disponível para explicar aos poloneses o que o Holocausto significa para os cidadãos de Israel e que não iremos tolerar o desprezo pela memória das vítimas e pela memória do Holocausto”, afirmou Lapid.