O Projeto ‘Justiça e Cultura’ será retomado em 2026 pela Comarca de Pombal, marcando a segunda etapa da iniciativa que une o Judiciário à valorização da memória, da arte e da identidade cultural paraibana. Após a primeira edição, realizada no ano passado no Fórum Cível da Capital, o projeto chega ao Sertão com uma programação extensa e plural, envolvendo servidores, artistas locais, educadores e representantes do Tribunal de Justiça da Paraíba.
As atividades acontecem no dia 25 de maio de 2026, no Fórum da Comarca de Pombal, a partir das 9h. Começam com ações institucionais que reforçam o compromisso do Judiciário com a preservação da história e o reconhecimento do trabalho dos servidores. Haverá a aposição de placa na Sala dos Oficiais de Justiça, com a denominação do ambiente de Oficial Pedro Soares Barbosa, seguida pelo lançamento do projeto ‘Comarcas e Histórias’, iniciativa da Comissão de Cultura e Memória e da Gerência de Comunicação do TJPB.
A programação segue com reunião envolvendo servidores da comarca, momento em que será entregue o Selo Prata pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, como reconhecimento institucional.
O evento terá a presença do presidente do TJPB, Fred Coutinho, do desembargador Onaldo Rocha de Queiroga, presidente da Comissão de Cultura e Memória, e o juiz-diretor do Fórum da Comarca de Pombal, Lucas Sobreira de Barros Fonseca. Ainda pela manhã, o presidente do TJPB fará visita à Academia de Letras de Pombal, fortalecendo o diálogo entre Justiça e produção intelectual.
A segunda etapa do Projeto Justiça e Cultura ganha destaque com uma programação cultural que evidencia a riqueza da produção artística local e regional. O servidor Teófilo Félix abre as apresentações com o tema ‘Memória da Comarca de Pombal’, resgatando fatos e personagens da história judiciária do município.
Na sequência, o servidor José Reinaldo de Lacerda, da 1ª Vara Mista, apresenta uma paródia da música ‘Pé de Cajarana’, em um momento de leveza e identidade cultural. Já Seane Nóbrega Mascena interpreta ‘Terra Seca’, da Fraternidade São João Paulo II, seguida pela apresentação musical do oficial de justiça Frank Moura, com voz e violão.
O tradicional repente nordestino entra em cena com Oliveira de Panelas, reafirmando a oralidade e a força da poesia improvisada do Sertão. Já a professora Ione Severo declama cordéis de autoria própria, em um momento poético que valoriza a literatura popular. O encerramento cultural fica por conta de Aleijadinho de Pombal, com um repertório que destaca músicas de Maringá, marca cultural da cidade. Haverá, ainda, uma exposição de peças artesanais produzidas por Francisca Márcia e quilombolas.
Com essa programação, a segunda etapa do Projeto Justiça e Cultura consolida-se como um espaço de encontro entre o Judiciário e a cultura popular, promovendo pertencimento, memória e valorização das expressões artísticas locais dentro do ambiente da Justiça.
Por Gecom/TJPB